Dois gestores da casa de Prisão Provisória de Porto Nacional são suspeitos de envolvimento com uma facção criminosa. Eles estariam recebendo dinheiro para fazer a transferência irregular de presos ligados ao grupo criminoso. A investigação foi feita pela corregedoria da Polícia Civil e mandados e busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (30) em Palmas e Porto Nacional. A operação foi chamada de Commercia Illicita.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), chamou a atenção dos investigadores o fato de que a administração da unidade estava insistindo na permuta de presos entre unidades. Porém, indicava o nome dos presos que seriam transferidos para a CPP de Porto Nacional.
Durante o cumprimento aos mandados de busca foi encontrado um bloqueador de sinal de telecomunicação e um artefato explosivo. Ambos foram apreendidos em uma casa na Arno 32 (antiga 305 Norte), em Palmas. Os equipamentos estavam com uma mulher, que mantem um relacionamento com um preso ligado ao grupo criminoso investigado.
Ainda segundo a SSP, a mulher seria encarregada de intermediar a transferência de presos. Inclusive, recebendo valores na própria conta bancária pessoal, onde foram encontrados cerca de R$ 80 mil. Recursos que depois eram transferidos a outros beneficiários.
A suspeita da polícia é de que um preso, ainda não identificado, utilizava a mulher para arquitetar a transferência entre unidades, buscando uma cadeia menos segura com o objetivo de fugir. A Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), disse que aguarda a finalização da investigação da Polícia Civil e se posicionará após conclusão do inquérito.
Autor:AMZ Noticias com G1