Após as turbulências enfrentadas pelo Tocantins nos últimos anos, nas quais o Estado veio descumprindo com frequência a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e tendo sua nota para investimento rebaixada, o governador Mauro Carlesse decidiu dar novos rumos para a economia do Governo.
“Não há como o Tocantins se desenvolver se continuarmos com essas gastanças desenfreadas que veio acontecendo nos últimos anos. Precisamos cortar agora, para que a economia volte a aquecer, o estado crescer e as pessoas possam ter mais acesso a empregos e qualidade de vida com o crescimento da sua renda. O corte na carne agora é doloroso, mas necessário. Há governos que resolvem a crise aumentando impostos, mas nós queremos resolver fazendo o nosso dever de casa”, afirmou Carlesse.
De acordo com o secretário de Estado da Administração, Edson Cabral, o Governo trabalha com dois cenários distintos, considerando as restrições do calendário eleitoral e da LRF. “Nesta primeira fase, reduziremos 35% o número de cargos comissionados e Funções de Confianças [FCs] que existem na estrutura atual. O segundo cenário, compreende a construção de uma estrutura do Governo em consonância com a economia produtiva do Tocantins e as necessidades reais da sociedade”, explicou.
Edson Cabral disse também que o desafio é fazer escolhas prioritárias e reduzir o tamanho do Estado. “A conjuntura econômica, social e política do país, aliada aos avanços da tecnologia, implicará em um Governo que seja mais eficiente, eficaz, econômico e com efetividade na prestação de um serviço público de qualidade. Estudos apontam para uma necessidade de 10 a 15 secretarias e a redução de aproximadamente 50% dos cargos comissionados. O Governo pretende submeter, em breve, a sua nova estrutura [mais enxuta] para aprovação na Assembleia Legislativa”, garantiu.
Autor:AMZ Noticias com Jesuino Santana