Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Vice-prefeito de Novo Santo Antônio diz que idoso morreu por negligência de profissionais




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A morte de Paulo Correia Lins, de 75 anos, no último dia 27, tem causado discussão e uma fissura na política de Novo Santo Antônio. O vice-prefeito Milton Siqueira da Cruz (PT) acusa a rede municipal de saúde de ter prestado mal atendimento ao morador, o que teria ocasionado seu óbito. Para a enfermeira que acompanhou o caso de Paulo, o município fez o que pode e críticas tem origem em politicagem feita por opositores da atual gestão.

O vice-prefeito Milton afirma que o município foi negligente por não ter encaminhado o paciente para o Hospital Regional de Água Boa, dias antes de ele falecer, quando passou mal. No domingo (23/12), ele solicitou uma ambulância para que Paulo fosse levado a unidade referencial, mas ele foi atendido no posto de saúde de Novo Santo Antônio. “Deixei ele lá para levar para Água Boa e não levaram. O médico falou que estava tudo bem”, conta Milton. O vice-prefeito acompanhava o morador com mais dois vereadores da cidade.

Paulo só foi encaminhado à Água Boa na quinta-feira (27/12), quando teve a primeira parada cardíaca. Ele foi ressuscitado em casa pela enfermeira Elisangela Carvalho da Silva, mas, no Hospital Regional, teve a segunda parada e não resistiu. Para Milton, a morte ocorreu por negligência da rede municipal de saúde. Mas a Secretaria Municipal de Saúde contesta a acusação.

O Semana7 conversou brevemente com a secretária do município, Diolaine Alves, que encaminhou a reportagem para a enfermeira Elisangela. Ela recebeu o paciente no domingo, no posto de saúde, e afirma, conforme o prontuário médico, que ele chegou com baixa glicemia. A orientação do médico, segundo a enfermeira, foi que, além dos medicamentos, o paciente se alimentasse adequadamente e com frequência. Paulo recebeu alta, mas retornou à unidade a noite, ainda passando mal. O morador era diabético e teria passado mão por problemas com a alimentação.

Ele precisou passar a noite no posto de saúde, que é aberto 24 horas por dia, para que recebesse os cuidados necessários. Segundo Elisangela, a família de Paulo mora longe e ele fica em casa só. O médico não podia manda-lo para casa então fez com que ele pernoitasse na unidade.

Elisangela conta que no dia seguinte Paulo recebeu alta e aparentava estar em bom estado de saúde. De acordo com a enfermeira, ele saiu de bicicleta da unidade e, outras vezes ao longo da semana, foi visto pedalando pela cidade. O morador voltou a passar mal na quinta, quando um vizinho solicitou o socorro da equipe de saúde. O procedimento para ressuscita-lo ocorreu ainda na casa dele, logo após a primeira parada cardíaca. Paulo foi levado com vida para Água Boa, mas, no hospital, seu coração parou novamente e não respondeu aos procedimentos do médico.

Algumas pessoas na cidade, entre as quais o vice-prefeito, associam o ocorrido no domingo ao óbito, na quinta seguinte, o que ainda não foi confirmado. Para eles, o estado de Paulo exigia transferência imediata para o Hospital Regional. Segundo o vereador Marcinho do São João (PP), o prefeito Adão Brechó ainda teria usado o velório como palanque político, ao discursar durante a cerimônia.

A enfermeira Elisangela acredita que os autores das críticas estão usando o caso para se promoverem e fazerem politicagem. A reportagem tentou contato por telefone com o prefeito Adão Brechó, mas ele não atendeu. O prefeito também não retornou as ligações até o fechamento da matéria.


Autor:Kayc Alves com Semana7


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