Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Autoridades de Mato Grosso vigiam terra indígena para evitar invasão e novo conflito armado




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Policiais militares de Juína, a 737 km de Cuiabá, e uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai) fazem a proteção da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá por determinação da Justiça Federal.

Os povos indígenas, da etnia Kawahiva, vivem isolados nessa região. O processo tem a missão de garantir a vida do povo isolado, que depende do território para a sobrevivência. A área foi declarada de posse permanente do povo Kawahiva pela Portaria 481 do Ministério da Justiça, no dia 20 de abril de 2016.

Em outubro do ano passado, indígenas, possivelmente em conjunto com madeireiros, invadiram a base da Funai em Colniza, gerando confronto armado, o que resultou na morte de um indígena e ferimentos em outros. À época, um efetivo da Força Nacional ficou no local por aproximadamente 30 dias entre outubro e novembro.

Foi encaminhado então ofício à presidência da Funai solicitando que fosse providenciado reforço de segurança na base. De acordo com a Polícia Militar, índios invadiram a base da Funai atirando e quebraram cadeados da unidade. O motivo do conflito seria a reivindicação de uma área na região.

A sede da Funai está localizada próximo a terra indígena Kawahiva. Durante o ano 2018 também foram realizadas outras 14 ações de fiscalização na terra indígena. A ação contou com representantes do Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso, a Polícia Federal (PF) e a Justiça Federal.

Isolados -  Referências sobre os Kawahiva no noroeste de Mato Grosso existem desde 1750. Desde então, diz-se que tiveram contato com eles desbravadores como Marechal Cândido Rondon e o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss. A área foi delimitada em portaria da Funai publicada pelo Diário Oficial da União (DOU) somente em 2007, medida que automaticamente restringiu o direito de locomoção de não-índios pelo local.


Autor:Flávia Borges com G1


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