Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Prefeito de Cuiaba diz não temer deleção de ex-secretário de Saúde preso pro fraudes




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O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) garante que não teme a eventual delação de seu ex-secretário de Saúde, Huark Correia. O emedebista afirma que tem todo o interesse em que o caso seja esclarecido, mas frisa que o ex-integrante do primeiro escalão estadual terá que provar todas as acusações que fizer

“Eu quero que delate. Não tenho qualquer preocupação, sou o maior interessado para que tudo se esclareça. Eu quero que quem tenha o que falar em qualquer esfera, delate e prove. Principalmente prove”, disse. As declarações do chefe do Executivo Municipal fazem referência a uma eventual delação que estaria sendo negociada por Huark junto ao Ministério Público Estadual (MPE).

O ex-secretário está preso no Centro de Custódia de Cuiabá desde 30 de março devido a desdobramentos da Operação Sangria, que apura fraudes na Secretaria de Saúde de Cuiabá. Na última semana, entretanto, ele e os médicos Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer, também presos por envolvimento no esquema, desistiram de habeas corpus que estava em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A medida aumentou os rumores de que os acusados estariam negociando uma delação premiada com o MPE. Isto porque, os recursos que pediam a liberdade estavam para ser julgados. Nos bastidores a conversa é de que 18 vereadores e ex-parlamentares, cinco deputados estaduais, dois federais e o próprio prefeito estariam na lista dos delatados. “Esse episódio da Operação Sangria, todo ele é do passado. Nada tendo a ver com a minha gestão. Mas, eu quero que a leviandade não seja uma prática”, acrescentou o prefeito.

A Operação Sangria foi deflagrada pela Delegacia Fazendária (Defaz) no final do ano de 2018 para apurar fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva no âmbito da Secretaria de Saúde do Município.

Conforme investigação, médicos/administrador de empresa, funcionários públicos surrupiaram os cofres públicos através de contratos celebrados com as empresas Proclin e a Qualycare.O grupo mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado. 


Autor:Redação AMZ Noticias


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