Ribeirinhos e Indígenas de São José do Xingu receberam um curso da Marinha do Brasil, ele foi ministrado pela Agência Fluvial de São Félix do Araguaia, subordinada à recém-criada Capitania Fluvial do Mato Grosso.
O curso foi realizado entre os dias 22 e 28 de Abril, com foco na Formação de Aquaviários para Marinheiros Fluviais Auxiliares de Convés e Máquinas. Ao todo 30 indígenas e ribeirinhos locais passaram pelo treinamento para exercerem atividades profissional como Aquaviários Fluviários, visando ao atendimento da necessidade em habilitar tripulantes para embarcações de transporte de carga e passageiros, propulsadas de pequeno e médio porte empregadas na navegação interior da região do Xingu.
A realização deste curso foi um esforço conjunto da Marinha do Brasil com as Secretarias de Agricultura e Assuntos Indígenas do município de São José do Xingu, visando o atendimento de demanda por qualificação profissional de indígenas do Xingu que operam a balsa que realiza a travessia do rio Xingu na MT-322.
Para melhor atender a comunidade indígena, a equipe da Marinha ministrou suas aulas na aldeia Piaraçu, contemplando indígenas das aldeias Pakaya, Aribaru, Piaraçu e Maída deste mesmo município; da aldeia São Benedito, de Alta Floresta; aldeia Nasepotiti, de Guarantã do Norte; e da aldeia Omekrakum de Matupá. Além disso, para os alunos ribeirinhos, as aulas foram ministradas em uma escola municipal de São José do Xingu.
Durante o curso, foram ministradas aulas de navegação, manobras da embarcação, construção de embarcações fluviais, estabilidade, manuseio de cargas, primeiros socorros, motor propulsor, sistemas auxiliares e legislação. Ainda, neste período, a equipe da Marinha, também atendeu a população local, realizando inscrições e renovações de documentos de embarcações, aquaviários e habilitações de amadores.
O Capitão-Tenente Jaecy Fonseca de Medeiros, Comandante da Agência Fluvial em São Félix do Araguaia, ressalta que a formação destes 30 novos aquaviários, representa a profissionalização de indígenas e ribeirinhos, inserindo-os no mercado de trabalho e contribui para o crescimento socioeconômico desta região do Xingu, disseminando a mentalidade de segurança da navegação e salvaguarda da vida humana e prevenção à poluição dos nossos rios.
Autor:José Maurival com Jornal O Interior