Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Grupo de trabalho para preservação do rio Araguaia se reúne para cooperação acadêmica




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A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goias (Semad), Andréa Vulcanis, recebeu, nesta terça-feira (15/10), professores das universidades federais de Goiás (UFG), de Viçosa-MG (UFV) e representantes do Instituto Espinhaço para a primeira reunião presencial do grupo de trabalho que vai identificar as áreas prioritárias e elaborar o projeto executivo de salvação do rio Araguaia batizado de Programa Juntos pelo Araguaia.

Uma das prioridades do governador Ronaldo Caiado no setor de meio ambiente, a iniciativa dos governos de Goiás, Mato Grosso e da União reúne dezenas de instituições de ensino superior, unidades educacionais e entidades da sociedade civil com a missão de formatar um projeto que será modelo para o Brasil no que se refere à recuperação de áreas degradadas e revitalização de bacias.

Participaram do encontro o presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio de Oliveira, o diretor da organização, Felipe Xavier, o professor do Departamento de Economia Rural da UFV, José Ambrósio Ferreira Neto, além dos professores da Escola de Agronomia da UFG Marcos Gomes da Cunha e Clayton Luiz de Melo Nunes, e dos docentes do Instituto de Estudos Socioambientais da UFG Manuel Eduardo Ferreira, Elaine Barbosa da Silva, Nilson Ferreira e Maximiliano Bayer.

A UFV ficou responsável pela coordenação da elaboração dos estudos de áreas prioritárias e do projeto executivo, etapa inicial do programa. A escolha foi definida pelos governos de Goiás, Mato Grosso e Federal a partir do reconhecimento nacional da instituição nos esforços para reconstruir a Bacia do Rio Doce, destruída pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015. O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) já efetivou recente nota de crédito para que seja iniciado o trabalho.

A secretária Andréa Vulcanis abriu o encontro lembrando do Dia do Professor como ponto de partida para o que classificou como o maior projeto ambiental do Brasil. “Tenho muita honra em receber, no Dia do Professor, tantos doutores e pós-doutores da UFG e UFV em torno do Juntos pelo Araguaia, que já é considerado o programa ambiental mais ambicioso do Brasil hoje e que será um espaço de muita cooperação e aprendizado mútuo entre as instituições envolvidas”, afirma.

Segundo o professor Marcos Gomes da Cunha, diretor da Escola de Agronomia da UFG, a recuperação do Rio Araguaia é encarado como o início de um modelo de trabalho a ser replicado em outras regiões. “Percebemos que o diagnóstico feito no Araguaia é um grande problema comum a todas as bacias do Estado de Goiás.

O programa Juntos pelo Araguaia deve ser encarado como um laboratório para que nós possamos recuperar todo o potencial hídrico das nossas bacias”, aponta. Ele comemora a cooperação firmada entre a UFG e a UFV, considerada a maior instituição brasileira no setor de recuperação ambiental. “Projetos desta magnitude necessitam de cooperação entre diversas organizações para terem êxito. Vai ser de extrema importância essa ligação”, disse ele.

Representante da Federal de Viçosa, responsável pela parte inicial do projeto, o professor José Ambrósio Ferreira Neto fez um amplo panorama do trabalho realizado pela instituição no âmbito da recuperação de áreas degradadas, principalmente após o desastre de Mariana, em novembro de 2015. “Entre 2017 e 2018 tivemos muito sucesso na identificação de áreas prioritárias para a recuperação da Bacia do Rio Doce, pelo ponto-de-vista da segurança hídrica”, lembra. “A partir disso, com a necessidade de uma instituição que pudesse realizar o trabalho com solidez, que pudesse receber o repasse da União com a urgência que o projeto requer e com o curto prazo que temos até dezembro para identificar estas áreas, a UFV ficou responsável pela primeira etapa”, explica.

O professor da universidade mineira enfatiza a importância da presença dos pesquisadores goianos e mato-grossenses na etapa de execução. “Temos que convicção de que nós não conseguimos realizar nada sem a ajuda dos nossos parceiros, a cooperação acadêmica é fundamental para que o projeto seja realizado. Temos aqui professores e estudos com 20 anos, um conhecimento que não deve ser ignorado”, afirma.


Autor:Redação AMZ Noticias


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