Um relatório de cobertura de atendimento de indivíduos assistidos pelo programa “Bolsa Família”, do Governo Federal, aponta que em Mato Grosso houve um crescimento de 4,48% na cobertura de acompanhamento das condicionalidades de saúde em relação ao mesmo período de 2018.
Esse monitoramento das condicionalidades de saúde do projeto é considerado uma importante estratégia de focalização das ações universais de saúde para a parcela mais vulnerável da população.
Ao longo dos anos, pesquisas evidenciam melhorias nas condições de saúde das famílias acompanhadas periodicamente pelo programa. Entre elas, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), redução da mortalidade infantil em crianças menores de cinco anos, especialmente, as mortes decorrentes de doenças relacionadas à pobreza, como desnutrição (redução de até 65%), diarreia (redução de até 53%) e por todas outras causas (redução de 17,9%) e a diminuição da quantidade de crianças que nunca receberam nenhuma vacina.
Atualmente, as métricas têm como base os dados coletados por indivíduo e não mais por núcleos familiares assistidos, como era realizado até o ano de 2017. A partir de 2018, o acompanhamento das ações executadas passou a ser feito de forma individualizada como forma de melhorar a saúde de crianças menores de sete anos e de mulheres em idade fértil, também com o objetivo de identificar e acompanhar as gestantes.
“Com o objetivo de ampliar a cobertura de acompanhamento para a segunda vigência de 2018, serão considerados os dados individuais registrados no Sistema BFA para o cálculo da cobertura pactuada no indicador e não mais por família assistida”, esclareceu o assistente social e técnico da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da Ses-MT, Aparecido Samuel de Castro, por meio da assessoria. Os serviços ofertados por meio do programa são vacinação, vigilância alimentar e nutricional e assistência ao pré-natal de gestantes.
Neste ano, conforme a Ses, havia 321.557 indivíduos para acompanhamento em Mato Grosso, dos quais o órgão estadual acompanhou 249.324 (77,53%). “Considerando que a última meta de cobertura foi de 68%, a gestão estadual alcançou a meta”, aponta o órgão estadual. Em relação ao acompanhamento infantil, no exercício de 2019, o Estado acompanhou 75.161 crianças (66,53%) das quais 99,80% estavam com o calendário vacinal em dia e 96,32% tiveram dados nutricionais coletados.
O levantamento revela ainda a localização de gestantes. Na 1ª vigência de 2019 foram localizadas 6.024 gestantes. Destas, 99,88% estavam com o pré-natal em dia e 62,35% tiveram dados nutricionais coletados. Também é feito o acompanhamento dos beneficiários indígenas. Neste caso, foram acompanhados 12.353 indivíduos neste ano, o que corresponde a 70,90% do total a ser acompanhado. “Foram acompanhadas 63,95% das crianças indígenas, das quais 99,89% estavam com a vacinação em dia e 98,17% obtiveram dados nutricionais. Com relação às gestantes indígenas localizadas, 99,43% das gestantes apresentaram pré-natal em dia e 85,40% tiveram dados nutricionais coletados”, reforçou.
Em relação aos quilombolas, o estado acompanhou 1.031 pessoas, o que corresponde a 74,66% do total de beneficiários. Foram acompanhadas ainda 56,70% das crianças quilombolas, das quais 100% estavam com a vacinação em dia e 94,94% com dados nutricionais. Já quanto às gestantes quilombolas localizadas, 96,15% apresentaram pré-natal em dia e 65,38% tiveram dados nutricionais coletados.
Ainda, conforme a assessoria da Ses, além da redução da mortalidade infantil, outras melhorias nas condições de saúde das famílias foram constatadas, como o aumento em 10,80% nos gastos com alimentos (frutas e vegetais); as despesas com alimentos 6,00% superior em relação às famílias não beneficiárias; o maior gasto e disponibilidade de carne, tubérculos e hortaliças; o aumento significativo de domicílios com segurança alimentar; a melhoria nas condições de saneamento; o aumento da escolaridade materna; a diminuição da prevalência de baixo peso ao nascer; e o aumento da proporção de amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida do bebê. “Os avanços alcançados na cobertura do acompanhamento das condicionalidades demonstram um esforço de integração e amadurecimento dos municípios e principalmente das equipes de Atenção Primária para com as pessoas em situação de pobreza”, concluiu Castro.
Autor:AMZ Noticias com Assessoria