O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) defendeu que os cidadãos que prezam pelo estado democrático de direito fiquem atentos pois “parte da população” acredita que a solução para os problemas sociais e financeiros do Brasil passa pela ditadura militar.
Ele cita o presidente Jair Bolsonaro (PSL) como um dos defensores do retorno da ditadura militar, que durou mais de 20 anos no Brasil (1964-1985).
“Nós estamos vivendo um momento em que parte da população acredita em que a solução é um militar comandar o País novamente. Tem muitos sonhando com isso. Eu acho que até o próprio presidente da República gostaria que fosse assim”, disse Bezerra.O deputado acredita que hoje, após a queda do regime militar e o estabelecimento da democracia no Brasil, a maioria da população não apoiaria o retorno da ditadura.
“Não é assim porque ele [Bolsonaro] não tem condição de fazer isso. Porque se tivesse condições... Hoje não há nenhum clima para a instalação da ditadura no Brasil. A sociedade rejeita veementemente, mas se tivesse espaço, com certeza ele estaria buscando por isso”, afirmou o deputado.A fala foi feita durante um evento na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso, na sexta-feira (25). O congressista lembrou que foi um preso político da ditadura militar no Brasil. Com a soltura, Bezerra foi um dos fundadores do MDB, partido de oposição ao regime militar, em 1980.
Prisão em segunda instância - O parlamentar também comentou sobre o julgamento no STF sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O julgamento está suspenso. O placar atual está quatro votos a favor da prisão em segunda instância contra três que defendem a prisão depois de a ação transitar em julgado.
“E agora, nesse momento se faz necessário, novamente estar com a luz acessa. Porque vivemos momentos críticos que ferem a democracia. A tal ponto, e é um absurdo, que quatro ministros votam pela prisão em segunda instancia. Existe uma clausula pétrea na Constituição. Ela não pode ser revogada. O Supremo não é autor de lei, nem da Constituição. O Supremo é um fiscal da Constituição”, afirmou.
Autor:Redação AMZ Noticias