O ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) está propondo que as lideranças do agronegócio debatam a possibilidade do setor apoiar uma única candidatura para conquistar a vaga deixada por Selma Arruda (Podemos) no Senado.
Para Maggi, esse seria o caminho mais seguro para o agronegócio ter um representante do setor no Senado."Eu pretendo sim convidar as lideranças do agronegócio e dar uma conversada, para ver qual melhor nome para afunilar as discussões", disse Maggi.
"Porque uma coisa é certa, se esse setor mais ligado à agricultura, pecuária, da força econômica do Estado, se quiser ter um representante tem que se unir, porque se não, não irão a lugar nenhum", completou.
Blairo disse que a partir de agora pretende participar das discussões para a eleição suplementar, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a cassação de Selma e determinou nova eleição. "Até agora nós (agro) não nos reunimos, até porque não podíamos negociar nada em cima de um cadáver que não existia. A Selma tinha mandato e seria uma falta de respeito com a senadora no cargo. Agora é um pouco diferente, embora ainda tenha recurso", explicou.
Maggi já vinha defendendo a unificação do setor desde o final do ano passado, quando o setor se dividiu nas candidaturas de Carlos Fávaro (PSD), Nilson Leitão (PSDB) e Adilton Sachetti (PRB), que não obtiveram êxito no pleito. Para Blairo, essa divisão foi fundamental para a derrota dos 3 candidatos.
Agora, o também ex-senador, quer evitar um novo revés para o setor, já que o nome do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, também foi colocado a disposição. Apesar do interesse e a preocupação no pleito. Blairo Maggi diz que fará uma 'tentativa de convergência. "Pretendo me reunir daqui a alguns dias começar a conversar e tentar influenciar. Se não der, deixa pra lá também", finalizou.
Autor:AMZ Noticias com Gazeta Digital