Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020

Chuvas devem se prolongar até junho e beneficiar segunda safra na região do Matopiba




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"Não há bem que sempre dure, e mal que nunca se acabe!" - o ditado se encaixa perfeitamente nas condições climáticas do Brasil deste ano, pois, segundo o climatologista Luiz Carlos Molion, o período de chuvaradas, que começa a entrar agora em janeiro sobre todo o Brasil, deverá se prolongar até junho, garantindo assim as lavouras de 2.o ciclo (safrinha). O prognóstico vale, inclusive, para o Matopiba e o sul do Pará.

Já, do lado das notícias preocupantes, os estudos de Molion começam a antever a formação de um El Niño para a safra 2020/2021. O climatologista diz que ainda a formação desse fenômeno climático será por enquanto de fraca atuação. (lembrado que o El Niño tem como característica trazer mais chuvas para  Sul do País, cortando as precipitações para as regiões Nordeste  e Matopiba).

Na opinião de Molion, o ano de 2020 tende a repetir a performance do ano de 2016, quando as chuvas entraram mais tarde mas também se mantiveram por mais tempo. O climatologista antevê que as chuvas ficarão acima da média de agora em diante em praticamente todas as regiões produtoras, à exceção do oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.

Molion considera que o trimestre abril/maio/junho terá chuvas levemente acima da média em Goiás, Mato Grosso, Leste do Amazonas, Sul do Pará, Maranhão e Piauí, compensando a crise de umidade porque passa, atualmente, grande parte das regiões produtoras desses Estados.

No tocante à formação do El Nino, que, por enquanto, se mostra de fraca intensidade, o climatologista olha, mais uma vez, para o comportamento do Oceano Pacífico, que mantem-se com temperaturas levemente aquecidas. Mas a partir de outubro essa condição tenderá a mudar, e, com isso, influir na quantidade de chuvas que percorrerão o continente.

O fato é que os dias serão mais frios, o inverno cada vez mais rigoroso para as planícies dos Estados Unidos (notadamente o Corn Bealt, que teve um atraso de 1 mês na entrada das chuvas e nevascas a hora da colheita), e frio intenso também na Argentina. Molion alerta que o comportamento do planeta, em conjunção com o Sistema Solar, indica que estaremos entrando numa década de resfriamento global, com quedas de temperaturas importantes.

"O sol, diz ele, diminuirá suas emissões para os quadrantes da Terra nos próximos 10 anos, num fenômeno ainda não conhecido, mas que provocará impactos significativos para a humanidade, principalmente para a agricultura". O veterano climatologista continua contestando, assim, as previsões alarmistas dos cientistas que acreditam que a Terra estaria entrado num período de aquecimento global. "É ao contrário, infelizmente, e os burocratas do clima não conseguem explicar a evidencia", finalizou ele.

 


Autor:Redação AMZ Noticias


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