A visita do presidente Bolsonaro a Índia trouxe uma boa noticia aos agricultores familiares, e em especial para os que produzem na região de Canarana. A boa nova é que o Brasil vai exportar gergelim para a Índia e passará a importar sementes de milho daquele país.
A região de Canarana é responsável por aproximadamente 90% da produção brasileira de Gergelim, mas o Brasil ainda é um pequeno produtor em comparação com outros países, como Índia e China. A cultura do Gergelim se adequou bem a região do Médio Araguaia devido às condições climáticas, que são favoráveis.
O intercâmbio entre os dois países foi anunciado, nesta segunda-feira (27), pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, no Seminário Business Brasil-Índia, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em Nova Delhi.
“Levo para o Brasil um ganho, que é abertura das exportações de gergelim do Brasil para a Índia - grande produtor desta commodity. O Brasil vai poder contribuir suprindo a demanda de gergelim, o que é importante para uma nova cultura que o Brasil vem desenvolvendo”, afirmou a ministra.
Em compensação, o Brasil importará sementes de milho da Índia. “Estamos abrindo para a Índia as exportações de semente de milho, levando tecnologia indiana para o Brasil. Isso será muito importante para o começo da cooperação entre os nossos governos”, argumentou.
No último dia da missão à Índia, a ministra participou de encontro empresarial em Nova Delhi, integrando a delegação do presidente Jair Bolsonaro. A ministra destacou as perspectivas de crescimento das relações comerciais entre os dois países, especialmente do setor agropecuário e disse ter plena convicção de que a ampliação dessas trocas resultará, rapidamente, em crescimento socioeconômico para os dois países.
Segundo a ministra, o Brasil tem condições de atender o grande mercado doméstico, além do mercado externo, contribuindo para garantir a segurança alimentar e nutricional global, ela ressaltou que o país é uma potência agropecuária e que ainda tem espaço para crescer mais e atender à demanda mundial por alimentos de forma sustentável.
Autor:AMZ Noticias com Assessoria