Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Diretor do Grupo 7Sete detalha os grandes desafios da agroindústria no Vale do Araguaia




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A cerca de 50 anos atrás o agronegócio empresarial deu seus primeiros passos rumo aquilo que hoje se transformou na maior fonte de economia de Mato Grosso, hoje o estado é um dos maiores produtores de grãos mundo e como consequência a indústria veio atrás.

No Vale do Araguaia não foi diferente, e nos anos dois mil foi instalada em Porto Alegre do Norte a agroindústria Óleos Araguassu, que por diferentes motivos mudou seu controle acionário diversas vezes, até que em 2016 a indústria passou a pertencer ao grupo 7Sete Agroindustrial.

Segundo Ermando Cardoso, diretor geral da 7Sete Agroindustrial, a razão para se investir na região foi a aquisição da planta industrial que já estava montada, isso é muito importante pois você ganha tempo e já entra no setor produzindo, nossa indústria está bem localizada com excelente capacidade de produção e distribuição, nesta edição da revista Norte Araguaia, o empresário relata em entrevista os desafios da agroindústria no Vale do Araguaia.

Revista Norte Araguaia – Qual é realidade da unidade da 7Sete Agroindustrial em Porto Alegre do Norte?

Ermando Cardoso - Apesar da indústria já estar montada quando assumimos, foi preciso realizar alguns ajustes na linha de produção, hoje estamos com nossa capacidade de atuação em 100% por cento, Acreditamos que para ano de 2020, nós estaremos mais competitivos, estamos ampliando os investimentos e agora queremos atuar no esmagamento de milho, nossa intenção é sermos a primeira indústria a produzir o etanol na região, só precisamos fazer algumas adaptações.

Revista Norte Araguaia – Qual é metodologia de trabalho da 7Sete Agroindustrial?

Ermando Cardoso - A empresa não e apenas uma indústria, sua metodologia prevê o envolvimento com a comunidade local e coma região, nós estamos aqui sempre de portas abertas pra ajudar em benefícios sociais. “Diretamente fazemos isso ao manteremos todo nosso quadro de funcionários permanentes, além de possuirmos um quadro de trabalhadores temporários durante os períodos sazonais de safra, nesta época realizamos estas novas contratações.

Revista Norte Araguaia – Como é possível integrar uma grande empresa a sociedade?

Ermando Cardoso – Uma de nossas metas para se integrar com a comunidade é sempre apoiar bons projetos, aqui na região sempre apoiamos eventos ligados a agricultura, ao esporte, a cultura e ao lazer, além disso mantemos nossa origem e fazemos questão de mostrar que somos uma empresa familiar. Somos uma empresa parceira e que também buscamos. Estamos aqui para sermos exigidos e colaborar com comunidade e o comércio local, enfim entendemos que os nossos colaboradores devem ser bem atendidos e respeitados. Além disso nossa empresa tem se enraizado na região hoje nossa família está fixada em Porto alegre do Norte, fazemos questão e carregar o nome da cidade e da região, é uma marca nossa, com um orgulho de todos, inclusive até fomos elogiados por nossas inovações e outras pessoas tem copiado nosso trabalho.

Revista Norte Araguaia – Qual é sensação de poder estar expandindo os investimentos?

Ermando Cardoso – É muito bom incentivar a sociedade local e ao mesmo tempo contribuir gerando emprego e renda, quando citei que nossa empresa e familiar e porque foi assim que crescemos e é assim que pretendemos chegar mais longe com nossos objetivos, e não tem nada amais bom que dividir isso com a família, a gente junta todo mundo ali esposa, filhos, noras, os netos e demonstra que além de investir, estamos criando raízes na região isso dá mais segurança a toda comunidade, é uma relação sólida. Aqui na 7Sete Agroindustrial eu e meus familiares gostamos de atende nossos clientes, é muito bom você poder atender o cliente, ele se sente valorizado, é aquele velho ditado popular “Olha quem me atende lá na 77 é o dono” isso também ajuda sanar falhas, porque cliente bom reclama pra gente, e assim nós podemos melhorar sempre. “Quando a antiga Araguassu Biodiesel fechou suas portas, a região Norte Araguaia e em especial Porto Alegre do Norte sentiram o impacto, porem com a reabertura da unidade, novos empregos foram criados ou seja uma oportunidade para nós, fez com abríssemos oportunidades para os outros” .

Revista Norte Araguaia – Quais são os principais desafios para manter uma agroindústria em Mato Grosso?

Ermando Cardoso – Como eu disse estou feliz com a região, mas dependemos de outros fatores, eu citei antes que oportunidade é muito importante, mas parece que o governo não entende isso, na agroindústria vivemos uma eterna luta com dois grandes entraves um é a questão logística e a outra a questão fiscal. Veja bem apesar de estarmos felizes na região sabemos que nos próximos anos o setor industrial de Mato Grosso vai enfrentar uma grave situação, devido a uma serie de incentivos retirados do setor, sabemos que infelizmente algumas e3mpresas não vão aguentar e vão ficar sem condição e operar. Nós temos um um plano de trabalho. Que a gente segue rigorosamente todas as etapas para que tudo seja bem consolidado e possa ser realizado. Sabemos que estes incentivos mesmo que criticados por alguns, auxiliam sim a indústria, porque uma indústria é permanente, ela tem que enfrentar altos e baixos sempre, ou seja, é diferente de você ter um boi no pasto e decidir que não vai matar ele, ou uma carga de soja que você deixa no armazém e não vende, na indústria você tem metas de produção portanto não para, então se você entra num período de recessão tem que ser muito dinâmico pra não quebrar.

Revista Norte Araguaia – Então você acredita que sem incentivos e também a falta de infraestrutura podem travar o setor?

Ermando Cardoso – Essa retirada de incentivos na indústria do Estado do Mato Grosso, principalmente do agronegócio, vai fazer com que possamos perder a competitividade com outros estados. Então, o produto vai ter que ser vendido no mercado interno do Estado do Mato Grosso, e pela quantidade de indústrias locais pode faltar cliente para comprarem esses produtos, portanto há sim um risco de muitas empresas até mesmo fecharem suas portas, porque não vai ter pra quem vender, vai sobrar produto no Estado, outra coisa o preço de soja não é um preço fixo, porque só existe uma moeda muito forte, que é o dólar, no fundo vejo que o Governo de Mato Grosso, deu uma rasteira no setor, mesmo sendo um dos estados de maior carga tributária do Brasil. Além da carga tributária temos outro grande entrave que é a falta de infraestrutura, sem logística tudo fica mais caro, num tempo é chuva demais no outro poeira demais, e na indústria não é possível ficar esperando a matéria prima, quando ela atrasa trava tudo e tudo fica com um custo maior, a condição das estradas atrapalha muito principalmente esse eixo da BR 158.

Revista Norte Araguaia – Quais suas expectativas futuras para a região Araguaia e para o Brasil?

Ermando Cardoso – Eu acredito que apesar dos entraves como carga tributária e falta de infraestrutura, muitas coisas podem melhorar com as decisões do Presidente Bolsonaro, ele espera que as obras federais como a Transbananal e BR 158 sejam concluídas, além da desburocratização do sistema público que também trava.  Eu acredito no Bolsonaro, ele tem lá aquele jeitão direto de falar, meio tosco, mas tem sido responsável pelas suas atitudes e isto é o que queremos, é como se o Brasil fosse uma empresa séria que tenha que ser bem administrada, e que tenha que dar resultado, além disso vejo o Presidente sendo uma pessoa aberta e ele já tem demonstrado que o seu governo veio pra ser solidificado, e com certeza já dá pra perceber que o Brasil sendo outro, então vamos torcer pra dar certo é nós seguimos fazendo a nossa parte.  


Autor:AMZ Noticias


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