O vereador de primeiro mandato César Montenegro Antunes, popular Galo (PRB), atual vice-presidente da Câmara de Vereadores de Novo Santo Antonio - MT está com a sorte grande.
Enquanto vários pequenos produtores rurais pelejam e não conseguem, no apagar das luzes do ano de 2.019, já na última semana de novembro, uma máquina PC da Prefeitura Municipal daquele Município, foi desembarcada na propriedade rural do vereador denominada Fazenda Cristo Redentor distante cerca de 18km da Cidade de Novo Santo Antônio, via MT-100, rumo a São Félix do Araguaia-MT, região do Riozinho, e ali escavou um tanque medindo em torno de 50 metros de comprimento por 40 metros de largura, ou seja, 2.000m² de área.
Para o vereador José Márcio Moreira, o Marcinho (PP), presidente da Câmara de Vereadores, isso caracteriza o verdadeiro “cala boca”. “Vereador fica caladinho, vê as coisas erradas acontecer e não faz nada porque o prefeito vai lá e manda fazer um tanque pra ele”. Argumenta Marcinho.
Na Câmara de Vereadores de Novo Santo Antonio, Marcinho tem se levantado diante as arbitrariedades e o uso indevido da máquina pública em benefício de terceiros, principalmente da parentela do prefeito municipal, como também do próprio prefeito. “Não é de hoje que o prefeito Adão Soares Nogueira (eleito pelo PRB, atualmente no DEM) vem praticando improbidades contra o Município, especialmente com o uso indevido de máquinas e equipamentos da Prefeitura. Situações as quais já levamos ao conhecimento do Ministério Público em São Félix do Araguaia e agora vamos levar mais esta” – afirma Marcinho.
O prefeito Adão Soares em seus discursos invoca atributos de honestidade e transparência. Mas o que prega não condiz com o que faz quando assim, fere princípios constitucionais basilares da administração pública, quais sejam: “legalidade, impessoalidade, publicidade, mas sobretudo da moralidade”.
Enquanto isso, Novo Santo Antonio, município de 2.640 habitantes (segundo o IBGE), distante 1.080km da capital Cuiabá, com receita orçamentária prevista para o exercício de 2.020 em pouco mais de R$ 23 milhões, o “cala boca” acontece em benefício daquele que antes, devia e deve fiscalizar a gestão municipal bem como zelar do patrimônio público, e bem servir a população. Neste caso, deram a César o que não é de César.
Autor:AMZ Noticias com Assessoria