Assim como os outros municípios do Brasil, a pequena cidade Porto Alegre do Norte (a 1.143 km de Cuiabá, no Nordeste de Mato Grosso) vai escolher prefeito e vereadores em novembro. Mas por lá, o único candidato a prefeito é o atual, Daniel Rosa do Lago, do PDT. Sem concorrência, ele precisa apenas de um voto para ser reeleito.
A confiança na própria gestão transborda, mas ainda é preciso uma votação. No pleito, se ninguém – incluindo o próprio candidato – votar na chapa pela qual ele concorre, uma nova eleição deve ser marcada. Para se eleger, Daniel do Lago precisa da maioria absoluta dos votos, sem contabilizar os votos brancos e nulos. Por isso, apenas um voto registrado é suficiente.
O prefeito migrou da iniciativa privada e que enfrentou muitos desafios no primeiro mandato. “Ter que aprender tudo” sobre a gestão pública foi o principal deles. O obstáculo, segundo o prefeito, foi superado com uma equipe eficiente. “Graças a Deus tive a felicidade de montar uma equipe muito eficiente, que fez diferença. Se os secretários não estivessem do meu lado, não teria funcionado”.
Daniel Rosa estreou na política em 2016, quando enfrentou dois concorrentes e foi eleito com 37,69% dos votos válidos. “Quando voce e é eleito, você trabalha para todos. E, no final das contas, você não sabe quem votou em quem. O voto é secreto e não sabemos ao certo nem se a nossa mulher votou na gente. Por isso, a gestão tem que ser para o bem geral”, brinca.
A eleição em Porto Alegre do Norte, que tem pouco mais de 12 mil habitantes, já é histórica. Segundo Daniel do Lago, em 34 anos de emancipação política, essa é a primeira vez que o município tem candidato único. Perto de completar 59 anos de vida e fazendo uma retrospectiva, o prefeito diz que pensaria duas vezes em entrar na política. “É muito cansativo, muito trabalho e estresse. Mas faz parte da vida e da nossa missão”.
Autor:AMZ Noticias com OLivre