Em meio à polêmica sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação contra a Covid-19, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que Mato Grosso não tem capacidade financeira para arcar com o custo da imunização da população e precisará do auxílio do Governo Federal.
Mas, Figueiredo acredita que a União não vai descumprir a legislação e deverá imunizar as pessoas contra o novo coronavírus. A posição foi dada na quarta-feira (28), durante o lançamento do programa “Mais MT”, que prevê investimento da ordem de R$ 9,5 bilhões em praticamente todos os setores, inclusive, na área da saúde estadual.
Na semana passada, o governador Mauro Mendes (DEM) participou de uma reunião, por videoconferência, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e recebeu a garantia de que o Estado receberia o primeiro lote da Coronavac, ainda em janeiro de 2021.
Um dia depois, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contrariou o ministro e disse que não faria a compra da vacina da China. Do laboratório Sinovac, o imunizante está em teste e conta com a parceria com o Instituto Butantan, que fica em São Paulo. No país, a única unidade da Federação que está fazendo a aquisição, até o momento, é São Paulo.
“Nem todos os estados têm capacidade financeira para bancar uma operação dessa natureza. O plano nacional de imunização preconiza a obrigação do governo Federal de atender essa demanda do país. Quero crer que, tão logo tenhamos uma vacina, o Ministério da Saúde fará a aquisição e distribuição para todos os estados”, disse o secretário, evitando polemizar ainda mais o assunto.
Ele também observou que, caso não haja outra alterativa, o Governo de Mato Grosso irá se debruçar e buscar uma solução, embora prefira acreditar que o Ministério da Saúde fará sua parte e aportar os recursos necessários para a imunização da população.
Inclusive, as conversas com a União são para que os estados recebam as doses necessárias. “Logo tenhamos a vacina disponível, o Ministério da Saúde fará as atribuições e a distribuição para todos os estados, essa é a vontade e o que pensa todo secretário de saúde do país”, disse Figueiredo.
SUPREMO - A polêmica sobre a vacinação foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve apreciar em novembro três ações movidas por partidos políticos que discutem questões relativas à imunização contra Covid-19.
Duas principais linhas principais devem ser discutidas: exigir vacinação obrigatória da população ou impor restrições para quem não se vacinar, como impedir determinados tipos de viagem. Embora o Brasil tenha um programa nacional de imunização reconhecido internacionalmente pela sua eficácia, não há uma lei que obrigue vacinação no país. A exceção é a imunização compulsória em crianças, prevista em lei desde 1970.
Autor:AMZ Noticias com Diario de Cuiaba