Após decisão judicial, o paciente Gesival Souza da Conceição, de 29 anos, foi transferido na madrugada deste sábado (26) para o Hospital Regional de Gurupi. Ele estava internado em estado grave no Hospital de Arraias. O Ministério Público Estadual precisou entrar com ação, já que o homem corria risco de morte caso não fosse encaminhado a uma unidade com estrutura.
A transferência foi feita, em uma UTI Terrestre, por volta das 3h34 deste sábado, após uma melhora no quadro clínico do paciente. A Secretaria Estadual da Saúde informou que a estabilidade clínica é um requisito exigido pela portaria do Ministério da Saúde em casos de transferências.
A Justiça havia dado um prazo de 4 horas para que a remoção fosse realizada. No entanto, conforme a secretaria, havia contraindicação dos próprios médicos que atestaram a instabilidade hemodinâmica e respiratória do paciente, inclusive com crises convulsivas, quadro que poderia ser agravado pelo próprio transporte terrestre do paciente. Gesival teve parada cardíaca e estava entubado há 36 horas no hospital de Arraias.
ENTENDA - O promotor de Justiça Lissandro Anielo Alves precisou ingressar com ação na Justiça porque havia uma vaga em UTI no HGP e o transporte do paciente tinha sido autorizado. No entanto, a empresa terceiriza que efetua o transporte se recusava a fazê-lo. Conforme as informações, a empresa alegava que o paciente poderia morrer no trajeto.
Mas, segundo informou um funcionário do Hospital Regional de Arraias ao promotor, se o paciente permanecesse no hospital de Arraias poderia morrer por não existir no local os meios necessários para o tratamento e, que o transporte por UTI é justamente para os casos graves, como o do paciente.
A Justiça havia dado um prazo de 4 horas para a transferência e estabeleceu multa de R$ 1 mil, caso houvesse o descumprimento, a ser cobrada, a partir da notificação, do Secretário de Saúde do Tocantins e do proprietário da empresa responsável pela transferência.
Autor:Redação AMZ Noticias