Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Prefeito de Cuiabá diz que parte da população tem grande culpa no avanço da pandemia de Covid




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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) que defende a flexibilização das medidas restritivas impostas pelo Governo em todo o Estado de Mato Grosso, para conter o avanço do coronavírus, jogou parte da culpa pelo aumento de casos na Capital na população.

Segundo ele, o Município de Cuiabá vem lutando contra o vírus há mais de um ano, mas observou que qualquer medida adotada pelo poder público só terá reflexos positivos se o cidadão também fizer a sua parte.

Ele citou que, apesar da edição de vários decretos, a população continua fazendo aglomerações. “Não estou jogando a culpa na população, mas chamando a responsabilidade da população, porque não tem medida no mundo que dê certo se não tiver colaboração, se cada um fizer sua parte, exigir seus direitos e souber seus deveres e responsabilidade. Pode me cobrar, mas também estou cobrando os outros. Todos têm direitos e deveres”, disse o prefeito, citando as aglomerações em bares e a realização de festas clandestinas.

Diante disso, ele não acredita que medidas restritivas mais duras irão solucionar o problema. O prefeito defendeu a punição e, por isso, propôs o projeto de lei que prevê a aplicação de multa de até R$ 60 mil a estabelecimentos que descumprirem as normas.

“Eu estou absolutamente convencido que a hora é de medidas de biossegurança, medidas restritivas que proporcionem a cidade circular, assegurem o funcionamento das empresas e ataquem os malfeitores. Aí, sim, daremos um passo para evitar uma sequela menor”, completou. 

PROMESSA DE CAMPANHA - Durante a campanha eleitoral do ano passado, quando disputou a reeleição, Emanuel Pinheiro garantiu que não implantaria do lockdown na Capital, tendo em vista os prejuízos sofridos, principalmente pelo setor comercial, no início da pandemia.

O prefeito, no entanto, foi abrigado pela Justiça a cumprir o decreto baixado pelo governador Mauro Mendes (DEM), o qual limita o horário de funcionamento das atividades comerciais até as 19 horas estabelece o toque de recolher a partir das 21 horas.

“Um ano depois você acha que fechar [o comércio] por 15 dias resolve? Tem que levar em conta a questão psicológica. Ir baixando decretos sem conversar gera um desespero nas pessoas, medo do desemprego. Claro que o comércio tem que respeitar, mas não são os propagadores da Covid, mas sim as festas clandestinas. Não é uma padaria, restaurante, que vai propagar, mas um Ditado Popular e outros bares na Praça Popular. Vamos tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais. Tem que ter esse entendimento e ir flexibilizando”, afirmou.

ÔNIBUS - O que tem chamado a atenção, contudo, são as aglomerações do transporte coletivo. Questionado sobre isso, o prefeito voltou a responsabilizar a população. “A população não gosta de esperar, quer pegar o primeiro. E se eu botar fiscal, o cara vai apanhar. A realidade é essa. Todo mundo defende que não pode lotar, mas ninguém quer esperar o próximo. Então, isso não vai mudar. Se vier o VLT, também não muda. Você pode até minimizar, mas é o comportamento da população, que não espera o próximo ônibus”, disse.

Em contrapartida, o prefeito assegurou que 100% da frota de ônibus estão circulando na Capital. “Como precisam arrumar um culpado, culpam o Emanuel, o Mauro, o Juca, o Bolsonaro, mas é a situação. O motorista sozinho não segura (os usuários). A realidade é diferente do ideal. Não vou fazer decreto pra marmanjo, dizendo que não pode andar em ônibus lotado. Temos que cobrar da sociedade também, ficar cobrando só do prefeito, como se eu fosse gestor de 700 mil crianças (não tem como). A minha responsabilidade é maior, mas também há da sociedade”, completou.

A fim de evitar essa situação, um grupo de vereadores da oposição chegou a apresentar uma emenda ao projeto do Executivo, o qual autorizava a aplicação de multa a empresários que descumprirem o decreto.  A intenção dos parlamentares era garantir a aplicação de multa também aos empresários do transporte público que não cumprissem a ordem de manter 100% da frota de ônibus em circulação. A medida, contudo, não passou pelo crivo do plenário.


Autor:AMZ Noticias com Assessoria


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