Se contra dados não há argumento, eis aqui a confirmação das reclamações que habitualmente se ouve nas filas dos bancos e nos terminais de autoatendimento das instituições bancárias.
A qualidade dos serviços bancários e de instituições similares é, sim, questionável. Desagrada e causa danos há milhares de consumidores.
No Brasil, 260.891 consumidores formalizaram queixas contra os bancos e prestadores de serviços financeiros entre janeiro e primeira quinzena de setembro deste ano. Esses números estão disponíveis no Painel Estatístico do Procon nacional, uma plataforma de acesso público.
No mesmo período, os consumidores mato-grossenses registraram 6.154. Isso representa 733 queixas ao mês ou, se preferir, 25 ao dia. Os consumidores cuiabanos lideram com quase 3 mil reclamações, seguida dos várzea-grandenses, com 900, conforme demonstrativo do Painel.
Em 2020, a estatística anual do Estado fechou em 6.876 queixas. Em 2019, o índice foi consideravelmente maior, 8.573. Aqui, nos últimos três anos o Bradesco aparece no topo da lista de reclamações com 3.007(2019), 1.915(2020) e 1.572(2021).
A Caixa Econômica, o Banco do Brasil, Santander também se mantém no topo. Em 2019, por exemplo, 1.253 consumidores denunciaram a Caixa ao Procon. Nos dois anos seguintes os números caíram para 999(2020) e 710(2021). O Santander ocupou o terceiro lugar com 962(2019), 874(2020) e 656(2021).
O Banco do Brasil, na quarta posição, ora subindo para a terceira, se revezando com o Santander, nos últimos três anos foi denunciado 1.962 vezes, sendo 553 em 2029, 694 em 2020 e 715 este ano, até o dia 15.
Vale ressaltar que antes de reclamar no Procon, a grande maioria dos consumidores, cerca de 84%, procuraram as instituições financeiras e tentaram resolver suas questões administrativamente.
A comerciária Ana Luíza Silva Pereira dos Santos faz parte desta estatística. O banco onde ela é correntista fez uma cobrança indevida, ela reclamou na agência, porém não obteve o resultado esperado. Somente quando recorreu ao Procon lhe deram a atenção devida e repararam o erro.
Não houve necessidade, mas Ana estava decidida a acionar judicialmente a instituição caso sua demanda não lograsse êxito no órgão fiscalizador.A Federação Brasileiras dos Bancos (Febraban) reconhece os altos índices de reclamações e diz em nota que os bancos estão empenhados em reduzir ao máximo as reclamações de consumidores.
E esse esforço inclui, entre outras ações, a construção de relações mais transparentes com o consumidor, a adequação de produtos e serviços ao perfil e necessidades dos clientes e o permanente diálogo com órgãos de defesa do consumidor para corrigir condutas e prevenir conflitos de consumo.
Também citou o fortalecimento da Autorregulação Bancária e atenção especial aos mecanismos de atendimento e resolução de conflitos por meio de seus canais internos de SACs e Ouvidorias. Informou ainda que o tempo de solução tem reduzido, com 90% das reclamações respondidas no mesmo dia e 96% em até 3 dias úteis, isso em 2020.
Observou que muitos consumidores preferem recorrer aos órgãos de defesa do consumidor ou ao Banco Central, sem procurar os bancos, muitas vezes por desconhecimento da eficácia do Serviço de Atendimento ao Consumidor e das Ouvidorias das instituições financeiras.
Autor:Redação AMZ Noticias