Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Energisa reforça investimentos na região do Vale do Araguaia entre Mato Grosso e Pará




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O Vale do Araguaia está deixando para trás gargalos que limitavam o desenvolvimento do agronegócio. A construção de uma nova linha de transmissão realizada pela Energisa Mato Grosso contribui para que a região desenvolva a sua vocação nos setores agrícola e pecuário. A companhia investiu R$ 83 milhões na realização da obra.

Com 141 quilômetros de extensão, a linha interliga o município de Vila Rica, conhecido como a última fronteira agrícola do Mato Grosso, à Santana do Araguaia, no Pará. Antes dos investimentos feitos pela Energisa, a região contava com apenas um ponto de suprimento de energia.

O gerente da área de Planejamento e Orçamento da Energisa Mato Grosso, José Nelson Quadrado Junior, explica que o município de Vila Rica dependia da rede que vinha de Barra do Peixe, uma linha com mais de mil quilômetros de extensão, o que gerava muitas oscilações no fornecimento de energia. Hoje, existem três pontos de suprimentos, o que possibilita a ligação de novas cargas.

“Desde 2014, quando assumimos a concessão em Mato Grosso, temos realizado inúmeros investimentos no sistema elétrico. O agronegócio é a principal atividade econômica do estado e sabemos da importância da nossa atuação para dar andamento ao desenvolvimento”, destaca José Nelson.

A região do Vale do Araguaia é estratégica para o agronegócio por estar próxima à BR-158, rodovia que cruza o Brasil do Rio Grande do Sul ao Acre. A expectativa é que a segurança energética proporcionada pela nova linha de transmissão atraia mais empresas para a região e, com isso gere empregos e desenvolvimento econômico e social.

A jornalista e consultora de comunicação para o agronegócio, Dejane Arnhold, explica que a distribuição confiável de energia é essencial para fazendas de pecuária, que precisam de resfriadores para leite ou para guardar vacinas que serão aplicadas no gado. Além disso, facilita a construção, manutenção e funcionamento de centros de armazenagem, tão fundamentais para o setor, que hoje tem um déficit para estocagem de grãos.

"Quase metade da produção de grãos de MT não tem espaço para ser guardada em armazéns e isso piora em regiões com pouca infraestrutura. Por isso, investimentos como o de melhoria na distribuição elétrica, são tão importantes. E vai além, a energia elétrica faz parte do desenvolvimento da região, possibilitando a instalação de propriedades produtivas que demandam dessa estrutura pra produção e também para a fixação de trabalhadores e suas famílias no campo. Para que eles possam morar e viver bem,” detalhou Dejane Arnhold.

Para se ter ideia, a exportação de produtos do agronegócio do Brasil avançou 33,7% em maio ante o mesmo mês do ano passado, informou o Ministério da Agricultura. O país é o maior produtor mundial de soja e o Mato Grosso é o maior produtor brasileiro do grão.

Colocando em números o tamanho da produção agrícola do Estado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a safra de soja 2020/2021 foi de 35,947 milhões de toneladas e 10,294 milhões de hectares de plantação, área equivalente ao tamanho de um país como a Coreia do Sul.

Esses dados reforçam que o agronegócio é atualmente um dos principais setores para o desenvolvimento não só de Mato Grosso, mas com grande destaque em âmbito nacional. O setor vem ganhando cada vez mais visibilidade devido às suas capacidades de expansão de produtividade e produção. Tais avanços vêm acompanhados de geração de oportunidades de emprego, refletindo diretamente na renda da população.


Autor:AMZ Noticias com Assessoria


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