Uma agenda voltada à economia verde foi apresentada pelo Governo do Pará na COP 26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada na cidade de Glasgow, na Escócia. O governador do Pará, Helder Barbalho, e o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O'de Almeida, apresentaram os desafios e as diversidades econômicas e sociais, buscando recursos para possibilitar iniciativas e projetos que viabilizem a preservação da floresta amazônica, especialmente no território paraense, e melhor qualidade de vida para a população.
Foram dias de debates produtivos sobre a Amazônia, quando gestores mantiveram contatos com diversas instituições, autoridades e empresas, firmando parcerias internacionais para financiar a conservação da floresta amazônica, direcionadas para a implementação de práticas sustentáveis aliadas ao desenvolvimento socioeconômico e cidadania às comunidades amazônicas. Tudo com ênfase na mobilização e integração para o alcance da emissão líquida zero.
Planos e Programas estaduais foram apresentados diariamente para comunidades científicas, empresariais e governamentais, buscando investimentos tecnológicos em ciência e bioeconomia, entre outras áreas estratégicas e normativas, como a implementação da Política Estadual sobre Mudanças Climáticas no Pará.
Pioneirismo - O Pará chegou à COP 26 como o primeiro estado brasileiro a ter uma Estratégia Estadual de Bioeconomia, com decreto de criação assinado em 18 de outubro de 2021 pelo governador Helder Barbalho e pelo secretário Mauro O'de Almeida, durante o Fórum Mundial de Bioeconomia. O Pará lidera a construção de um Plano Estadual de Bioeconomia como um processo de desenvolvimento social, econômico e ambiental.
O Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) também foi exposto com seus quatro pilares de sustentação: a Força Estadual de Combate ao Desmatamento, para redução de áreas desmatadas; Territórios Sustentáveis - Programa de eficiência para as cadeias produtivas, assistência técnica e abertura de crédito; Programa Regulariza Pará, de regularização fundiária e ambiental, e Financiamento Climático, com estímulo à relação entre o público e o privado, por meio do Fundo Amazônia Oriental (FAO) - plataforma financeira em ação no Pará, com gestão público-privada.
Como modelo de financiamento climático no Estado, o BanparáBio, foi apresentado para a comunidade internacional como o aporte de recursos financeiros para pequenos e médios produtores rurais, que trabalham com bioeconomia.
"A Amazônia brasileira detém próximo de 25 milhões de pessoas. Ao tempo em que estamos diante do maior bioma tropical do planeta, da maior bacia hidrográfica do mundo, temos milhões de pessoas que precisam nela conviver, e a nossa busca é harmonizar esta vivência. É preciso diálogo para conciliar as oportunidades e transformar a vocação de uma iniciativa meramente extrativa, que envolve o processo de destruição ambiental, para um conceito sustentável, de preservação", ressaltou o governador Helder Barbalho, líder do Consórcio Interestadual Amazônia Legal, que reúne os nove governadores da Amazônia Legal.
O Programa SeloVerde, com rastreabilidade, busca maior eficiência na cadeia pecuária; a Estratégia de Redução de Emissões de Carbono, no âmbito do Race to Zero, e outras apresentações geraram bons resultados, como o Memorando de Entendimento (MoU) junto à Emergente em nome do Consórcio Amazônia Legal.
Resultados - Helder Barbalho participou da Assembleia Geral da Under 2 Coalition, iniciativa de governos subnacionais que visa à redução de emissões de gases de Efeito Estufa até 2050. O Pará foi anunciado como membro efetivo da coalizão durante a Conferência Climática da ONU.
Em outra reunião da Assembleia Geral da Coalizão Under 2, o titular da Semas participou dos debates sobre Financiamento de estados e regiões latino-americanas para Zero Líquido. "Nós precisamos transformar a utilização dos recursos naturais em riquezas, e tornar mais eficiente a utilização dos mesmos. De tal modo, nos últimos anos criamos a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas e implementamos o Plano Estadual Amazônia Agora, que inclui um eixo de estratégia de desenvolvimento, de diminuição de gases de efeito estufa, mas também de restauração florestal", reforçou Mauro O'de Almeida.
O Governo do Pará anunciou durante a COP 26 que vai lançar um programa com recursos de R$ 472 milhões para a bioeconomia, sendo R$ 400 milhões voltados ao financiamento de pequenos produtores rurais, agroindústrias e comunidades tradicionais. Além disso, serão investidos R$ 72 milhões na criação do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, para investimentos em pesquisas e estímulos a novas ações.
O Pará encerra a COP 26 com várias conexões de impacto entre Governos amazônicos e investidores na área de clima e floresta, com interação e articulação voltadas ao desenvolvimento econômico e social.
Autor:AMZ Noticias com Assessoria