O Brasil registrou nesta terça-feira (1º) 274 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 649.717 óbitos desde o início da pandemia e se aproximando da marca de 650 mil. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 598 --ficando abaixo da marca de 600 após 28 dias.
Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de --26%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes da doença pelo segundo dia seguido.
A análise da média móvel deve ser feita com cautela devido ao feriado de carnaval. Como em muitos municípios há equipes trabalhando em escala de feriado, é comum que os registros sejam menores do que o esperado, o que gera um reflexo de acúmulo para os dias úteis posteriores. Na terça-feira da última semana, por exemplo, foram 839 mortes registradas em 24 horas (mais de 3 vezes o total desta terça).
O país também registrou 23.393 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 28.809.465 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 65.370. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -46%, indicando tendência de queda nos casos da doença. Em seu pior momento, a média móvel de casos superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano (quase 2,5 vezes a média atual).
Amapá e Roraima não registraram mortes nas últimas 24 horas. Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Tocantins não divulgaram novos dados de casos e mortes nesta terça. Amazonas voltou a divulgar dados de casos e mortes, mesmo após informar na véspera que a divulgação ficaria interrompida até a quarta-feira (2) devido a subnotificações.
Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).
Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.
Consórcio de veículos de imprensa - Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Estado de São Paulo, O Globo, Extra, Folha de São Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.
Autor:AMZ Noticias com G1