Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Diretor do Cuiabá diz que Liga de Futebol vai reduzir diferença financeira entre times grandes e pequenos




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O vice-presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, se diz favorável à criação de uma liga brasileira de futebol. Segundo ele, a mudança poderá reduzir a diferença na arrecadação entre clubes grandes e pequenos.  

Nesta semana, Cristiano participou, virtualmente, da reunião entre representantes dos clubes das séries A e B do Brasileirão com o executivo Javier Tebas, presidente da La Liga, a liga de futebol da Espanha, uma das mais rentáveis do Mundo.

Com a criação de uma liga, o Campeonato Brasileiro deixa de ser uma propriedade da CBF e passa a ser comandado pelos próprios clubes. Neste modelo, a entidade máxima do futebol nacional passa a se ocupar apenas das seleções masculina e feminina.

“Eu acho muito importante. O Brasil é um dos únicos países que tem um futebol relevante no Mundo que não tem uma liga. A liga favorece demais os clubes na questão da venda dos direitos do campeonato”, disse Cristiano

“Na liga, todas as propriedades de mídia, de transmissão, são vendidas de uma forma coletiva. Vendendo coletivamente, você consegue um valor muito maior do que você tem hoje”, disse.

Segundo Cristiano, não haverá privilégio aos grandes. Pelo contrário, conforme ele, os pequenos serão favorecidos financeiramente. “Como o valor do bolo vai aumentar muito, mesmo os clubes grandes ganhando mais que os pequenos, a diferença vai diminuir demais”, acrescentou.

“Para você ter uma ideia, no Campeonato Inglês (Premier League), um time da Série A que mais ganha, ganha três vezes mais do que o que menos ganha. No Campeonato Brasileiro, é sete vezes mais. É muita coisa”, disse.

O vice-presidente ponderou, porém, que os clubes precisam, primeiro, se unir, formar a liga e depois discutir o modelo do negócio.  "Tudo isso levará tempo. A previsão é que essa liga comece a funcionar a partir de 2024", pontuou.

A Liga  -  Uma das ideias dos clubes brasileiros é que a nova liga nacional siga os moldes da espanhola, que entraria no negócio apresentando um investidor. Caso adote o mesmo modelo, os clubes brasileiros terão uma nova forma de repartir o dinheiro dos direitos de TV.

Atualmente, o dinheiro é dividido da seguinte forma: 40% em partes iguais para todos os clubes, 30% pelo número de partidas transmitidas e 30% pela colocação no campeonato.

Caso adote o modelo espanhol, seriam 50% em partes iguais, 25% por desempenho e 25% pelas partidas transmitidas. Esse mecanismo beneficiaria os times menores, como o Cuiabá, uma vez que reduziria nos repasses o peso do desempenho e do número de partidas transmitidas.


Autor:AMZ Noticias com Mídia News


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