Sábado, 30 de Maio de 2026

Após cobrança de deputados, governo de Mato Grosso faz acordo para pagamento de emendas atrasadas




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Após 2 horas de reunião no colégio de líderes nesta quarta feira dia 27 de abril, o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, e os deputados estaduais fecharam um acordo para solucionar o repasse das emendas atrasadas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Após receber cobrança dos parlamentares, Gallo justificou que o governo está concluindo o repasse das verbas referente a 2021. Segundo ele, a pandemia acabou atrasando a validação de projetos e, consequentemente, a destinação dos recursos.

“Estamos fazendo o pagamento das emendas de 2021, nunca se pagou tanto e esses valores são os maiores da história. Até o final do próximo mês a gente liquida de 2021, que foi um ano atípico em função da pandemia tivemos dificuldade na execução das emendas nas secretarias com o trabalho remoto”, justificou.

Conforme noticiado, a emenda é a forma que parlamentares têm para destinar recursos orçamento para obras e projetos em suas bases eleitorais. Isso amplia o capital político dos deputados e tem um peso ainda maior com a proximidade das eleições de 2022.

Na ultima terça-feira (26), o presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (União), afirmou que se os parlamentares não conseguirem repassar a verba aos municípios até o prazo permitido pela Justiça Eleitoral, os recursos poderiam ficar congelados.

Entretanto, Gallo garantiu que os débitos restantes do ano de 2021 devem ser liquidados até o fim de maio. Já os valores referentes a 2022 serão transferidos até junho. De acordo com informações em 2021, foram liquidados os valores de R$ 100 milhões em emendas, e o débito ainda é de R$ 50 milhões com previsão de repasse em maio. Já em 2022 foram liquidados os valores de R$ 10 milhões em emendas, os débitos das emendas são de R$ 235 milhões e a previsão de repasse é para junho.

Ao final, Gallo ainda afirmou que o repasse dos recursos depende da aprovação dos projetos que são apresentados pelos municípios. “Isso é uma relação bilateral. Depende do governo aprovar um projeto para dizer se tem aderência com aquilo que está sendo proposto no âmbito do município. Muitas vezes, o deputado quer apoiar um projeto, mas o município não consegue fechar o projeto a tempo”, finalizou.


Autor:AMZ Noticias com Gazeta Digital


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