Em postagem feita na tarde desta quinta feira, dia 20 de abril, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que tem mantido constante contato com os ministros Rui Costa, da Casa Civil, Flávio Dino da Justiça e Paulo Teixeira do Desenvolvimento Agrário, para garantir segurança jurídica do campo, num momento essencial para essa retomada de crescimento do agronegocio nacional e, consequentemente da economia brasileira.
Ele também disse que retornou ao Brasil nesta quinta-feira, dia 20, depois de extensa agenda no exterior pra ampliar as oportunidades do agronegócio brasileiro mundo a fora com um saldo muito positivo, as declarações de Fávaro sobre a questão de segurança jurídica do campo tem a ver com a onda de invasões promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
De acordo com o portal Terra, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já havia repudiado as invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizadas desde o último domingo (16) em propriedades rurais privadas, sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e área de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
"Inaceitável! Sempre defendi que o trabalhador vocacionado tenha direito à terra. Mas à terra que lhe é de direito! A Embrapa, prestes a completar 50 anos, é um dos maiores patrimônios do nosso País", escreveu Fávaro, na sua conta oficial do Twitter.
O ministro classificou as invasões como "crime". "O agro produz com sustentabilidade se apoia nas pesquisas e todo o trabalho de desenvolvimento promovido pela Embrapa. Atentar contra isso está muito longe de ser ocupação, luta ou manifestação. Atentar contra a ciência, contra a produção sustentável é crime e crime próprio de negacionistas", prosseguiu Fávaro na publicação.
As invasões do MST fazem parte do "Abril Vermelho" - mês em que o movimento lembra o Massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, e realiza diversas ações em defesa da reforma agrária. O movimento alega que 100 mil famílias estão acampadas e diz que a jornada de ocupações é uma forma de pressionar o governo resolver a situação e retomar a reforma agrária. O MST também pede ao governo a exoneração de superintendentes do Incra e uma nova rodada de negociações com MDA.
Autor:Evandro Carlos com Portal Terra