Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026

Governo de Mato Grosso diz que irá manter programa de escolas cívico militares no estado




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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, demonstrou firmeza em sua reação à determinação do Ministério da Educação de encerrar as atividades das escolas cívico-militares ainda este ano, sem consultar prefeitos e governadores de estado.

Segundo Mendes, apenas uma escola no estado está sob a política do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), a Escola Estadual Mário Motta, localizada em Cáceres. 

Em uma nota divulgada na tarde da quarta feira dia 12, o chefe do Paiaguás esclareceu que a unidade em questão continuará a operar normalmente no modelo cívico-militar adotado pelo governo de Mato Grosso, assim como as outras 26 escolas militares existentes no estado.

O posicionamento do governador enfatiza o compromisso de seu governo em manter e fortalecer o modelo de escolas cívico-militares como parte da estratégia educacional do estado. A decisão do Ministério da Educação de encerrar as atividades das escolas cívico-militares sem uma consulta prévia aos governadores, prefeitos e a comunidade escolar, causou desconforto em diversas regiões do país.

A implementação dessas escolas, que buscam promover a disciplina e a educação cidadã, foi uma das prioridades da gestão anterior do governo federal.No entanto, o governador Mauro Mendes reafirmou seu compromisso com o modelo cívico-militar, que tem mostrado resultados positivos em Mato Grosso.

As escolas desse formato têm o objetivo de proporcionar um ambiente de ensino com maior disciplina, valorização dos princípios éticos e cívicos, além de oferecer suporte pedagógico de qualidade. O posicionamento de Mendes ressalta a importância de se debater e avaliar com cuidado a decisão de encerrar as escolas cívico-militares, levando em consideração os benefícios que essas instituições proporcionam para a formação dos estudantes.

O governador defende que a manutenção do modelo é fundamental para garantir uma educação de qualidade, aliando o desenvolvimento acadêmico com a formação integral dos alunos. Diante dessa posição clara do governador Mauro Mendes, é provável que outras autoridades estaduais também se manifestem sobre o encerramento das escolas cívico-militares determinado pelo Ministério da Educação.

A Escola Estadual Mário Motta, em Cáceres, a 250 km de Cuiabá, é a única escola estadual que aderiu ao modelo cívico-militar pelo Ministério da Educação (MEC) em Mato Grosso, e de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), nesta quarta-feira (12) irá manter as atividades normalmente. 

Em Cuiabá, a Prefeitura informou que são duas escolas municipais que integram o programa do governo federal, sendo a escola municipal Professora Maria Dimpina Lobo Duarte e a Dejani Ribeiro Campos. O encerramento ou não dessas unidades escolares no programa será avaliado pela administração pública. Ao todo, existem 26 escolas estaduais militares, que não serão afetadas porque não participam do programa Pecim. Essas unidades de ensino foram criadas pela Seduc-MT, que continuarão com as atividades.

Segundo a Seduc, a escola estadual cívico-militar em Cáceres será mantida pela pasta, o que inclui todos os encaminhamentos que a unidade requer para funcionar. Essa mudança deve ocorrer a partir de 2024. Até o final deste ano, o governo federal pretende manter o Pecim para garantir uma transição gradual. A Seduc informou que a principal diferença entre as escolas estaduais militares e as cívico-militares se deve na implementação das ações pedagógicas.

As escolas militares no estado foram criadas em ação conjunta com a Seduc, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, com a finalidade de proporcionar a educação aos estudantes. Já no Pecim, a iniciativa é do Ministério da Educação em parceria com o da Defesa, em que os professores civis cuidam do material pedagógico e os militares da parte administrativa e até de regras de comportamento.

Criado em setembro de 2019, o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares começou a ser posto em prática no ano seguinte. Foi proposto com o objetivo de diminuir a evasão escolar e inibir casos de violência escolar a partir da disciplina militar.

O formato estabelecia uma cooperação entre MEC e Ministério da Defesa para dar apoio às escolas que optassem pelo novo modelo, bem como na preparação das equipes civis e militares que atuariam nessas instituições. O programa descrevia que a parte pedagógica da escola permaneceria com os educadores civis, mas a gestão administrativa da instituição seria feita por militares.

Dentro da sala de aula, as escolas têm autonomia no projeto pedagógico. As aulas são dadas pelos professores da rede pública, que são servidores civis. Fora da sala de aula, militares da reserva atuam como monitores, disciplinando o comportamento dos alunos. Eles não têm permissão para interferir no que é trabalhado em aula ou ministrar materiais próprios.


Autor:Redação AMZ Noticias


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